Jefferson Agamenon

Comentarista Político

Coronavírus, uma lição de Moral e Cidadania

Meus caros ouvintes do Tocantins…

Penso que estamos vivendo um momento sui generis na história da humanidade.

No Big Brother Brasil, um cara que se intitula de escroto, declara que desrespeita até sua própria mãe, e mesmo assim mantem índices de aprovação pela grande massa, que parece estar louca para brinda-lo com 1 milhão e meio de reais.

Outros, pobres vermes, defendem a terra plana, a faxina no congresso nacional e STF, clamam a Ditadura Militar, questiona a ciência com argumentos cômicos, não se vacinam achando que a vacina é uma forma de os governos dominar suas tacanhas mentes.

Estes seres mal sabem que não existe vacina para fazer acreditar em Papai Noel e coelhinho da Páscoa.

Lembrei que na virada do ano 2000, alguém me disse que este novo segundo MILÊNIO, seria muito mais que um mero número, ou uma mera mudança de calendário, mas sim uma revelação, não de invasores extraterrestre ou algo além da imaginação, apenas coisas conhecidas e humanas, um momento onde todos que tem algo de bom ou de ruim aparecerá, e na velocidade da luz.

Um momento onde defeitos e qualidades não serão passíveis de se esconder.

Confesso que naquele instante achei uma colocação surreal, e assim não levei muito em consideração, porém os últimos fatos, pouco mais de 20 anos depois, me remeteram a refletir sobre aquela ideia.

Olha só, este milênio está esfregando nas nossas caras o óbvio: que os pobres, ricos, intelectuais e ignorantes são iguais, e todos tem o mesmo quilate, o mesmo valor, e no bojo, vamos parar na mesma vala.

De carona neste pensamento permito-me adequar ao nosso momento político.

Vocês repararam que num passe de mágica apareceu um tal de Luiz Henrique Mandetta?!

Pois é, nosso ministro da saúde, um cara que vem mostrando firmeza, equilíbrio, sensatez e transparência na condução de uma das maiores crises já vistas em nossa história, ele merece nossos aplausos.

Pensa bem, o presidente Bolsonaro tem tanta gente estranha em sua equipe, que tenho a impressão de ser a escolinha do professor Raimundo, deve ser por isso que o Ministro Mandetta apareceu como o adulto da sala.

Mandetta, deve se contorcer intelectual e mentalmente para fazer um equilíbrio com o real e o lunático, deve ser um desconforto desumano.

De verdade, me sinto seguro com as decisões deste cara, obrigado Ministro Mandetta!

O vírus COVID – 19, conseguiu mostrar que a Rede Globo citada nas redes sociais como Rede Lixo, Rede Esgoto, aparecesse como uma PATRIOTA de carteirinha, derrubou mais da metade de sua programação para esclarecer, formar e informar sobre o contágio, prevenção, e expor lições de cidadania, coisa que poucos professores conseguem transmitir ou contaminar o aluno nesta matéria.

Ao passo que vemos exemplos de humanidade, também vemos outros de total desrespeito e desserviço, é o caso dos professores da pequena e tradicional cidade de Natividade, aqui no Tocantins.

Você acredita que os professores, mesmo neste período conturbado de saúde pública estão paralisados em greve?!

Pois, acreditem!

Detalhe, você sabia que os professores de Natividade ganham mais que os vereadores da cidade, imagine se em Palmas fosse assim, seria uma maravilha.

Segunda-feira passada a prefeita da cidade teve uma reunião com os professores para informar que só poderia voltar a conversar sobre seus direitos após esta crise de saúde passar, pois todas as forças dos governos estão voltadas para a saúde pública, inviabilizando qualquer tipo de negociação neste momento.

Pasmem caros ouvintes, por incrível que possa parecer os professores de Natividade não findaram a greve!

Não quero acreditar que eles, professores, estão preocupados com suas progressões, salários, aumentos e outros benefícios, num momento de pandemia?!

Eu só acredito porque estive na cidade e vi, eles em frente a Câmara Municipal agrupados achando que poderiam tudo menos contrair e espalhar um tal de um vírus.

É claro que não são todos, vem de alguns professores de Natividade o exemplo do que o ser humano não deve fazer como cidadão.

Num momento de crise mundial na saúde pública é de dar náuseas uma categoria tão importante na formação do ser humana estar preocupada apenas com seu umbigo.

Chego a pensar que os professores estão sendo vendados e manipulados por gente minúscula que visa apenas denegrir a administração municipal a qualquer preço, mesmo que para isso coloquem em risco a saúde das pessoas que ensinam, e de suas famílias.

Direitos?!

Sim, acho que os professores têm, mas a pergunta é, essa é a hora de reivindicar?!

Atenção o direito “adquirido” não se sobrepõe ao dever adquirido.

Primeiro o dever como cidadão, depois os seus direitos.

É mais simples que pão com manteiga.

Senhores e senhoras, profissionais da educação, esta greve teria que terminar por um ato moral de vocês, e não por determinação da judicial, como aconteceu no dia 20 de março, onde o Tribunal de Justiça do Tocantins julgou a greve ilegal.

Quem sabe não são ações como essa que contribuem para que professores precisem pedir respeito dentro das salas de aula.

Coronavírus, sei que vai passar, fará estragos na saúde de nosso povo, mas também poderá deixar uma das maiores lições de moral que nós poderíamos ter.

Comigo é, prego batido e ponta virada!

Jefferson Agamenon

Comentarista Político